virgulapontocão

Ai, não! Lá vem ela, de novo não, não, nãoooooooooooooooooooooo. Verborragia dilacerante, vontade de falar de ser escutada, compreendida, odiada. Palavras certas esquecidas na hora de me mostrar, verdade sempre submissa, não me deixa passar.
Palavras desconexas embriagadas de fumaça para não enxergar, um silêncio invade o som que vem da rua enquanto o time do [...]

nem tudo são flores…

Tenho 41 anos, não me casei, não tive filhos, não tenho uma carreira estabilizada.
Minha realidade: fraldas, remédios, lidar com médicos, convênios, hospitais, falta de grana e o pior de tudo, ver a vida de alguém amado, se esgotar em câmera lenta.
Quando tudo isto terminar, terei que cuidar de mim…, ou seja,
“Freudeu” (quando nem Freud explica)…